
Criou para brilhar

Feito à mão, por inteiro.

Eu criei o Estúdio ALA juntando duas coisas que sempre estiveram muito presentes na minha vida: o Carnaval e a vontade de fazer arte com as mãos.
Parte disso vem de casa: cresci com duas avós muito criativas, uma professora e artesã e outra artista plástica, e foi com elas que aprendi, cada uma à sua maneira, que uma ideia também precisa de tempo, material, tentativa, técnica e acabamento para existir de verdade.
Foi dessa mistura de referências, trabalho manual e Carnaval que nasceu o Estúdio ALA.
Da primeira ideia
ao último paetê.
No Estúdio ALA, sempre fui responsável por todas as etapas do processo criativo, desde a pesquisa, a escolha dos materiais e os primeiros testes até a montagem e o acabamento de cada peça, passando também pela concepção das campanhas, fotografia, vídeos, identidade visual, comunicação, site, atendimento, embalagem e envio.
Foi assim que o Estúdio ALA se tornou uma marca autoral, com produtos próprios, linguagem, estética e uma maneira particular de transformar ideias em projetos que ganhavam vida no Carnaval.
Fantasiar é revelar mais de quem já estava ali.
O ALA nasceu profundamente ligado ao Brasil e ao Carnaval, uma festa em que criatividade, liberdade e expressão pessoal encontram espaço para ganhar outras proporções. É dessa relação que vem uma das ideias mais importantes da marca: fantasiar não é fingir ser outra pessoa, mas permitir que apareça mais de quem já estava ali.
As criações do Estúdio ALA foram pensadas para participar dessa experiência, com tiaras, faixas, turbantes e acessórios que exploram cores, formas, texturas e brilho, convidando cada pessoa a experimentar novas maneiras de se apresentar e celebrar a própria identidade.





















O ALA está entre alas.
Depois de dois carnavais, chegou o momento de recolher o estandarte por um tempo.
Com a mudança para fora do Brasil, tornou-se inviável continuar a produção artesanal das peças para o Carnaval brasileiro. Esse intervalo não apaga a história da marca nem as ideias que continuam surgindo: a produção e as vendas estão suspensas, enquanto o acervo preserva os designs, as imagens e tudo aquilo que o ALA já colocou na rua.
O acervo






























O ALA segue existindo.
O estandarte está recolhido, mas o ALA continua onde sempre começou: na minha cabeça e na cabeça de todo mundo que usou.
Ainda não sei quando começa o próximo desfile, mas sei que, quando chegar a hora, vamos levantar o estandarte outra vez e colocar o ALA na rua do jeito que ele nasceu para ser.
Até lá, seguimos entre alas.

